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Projetos de Pesquisa em Andamento

Atualizado em 03/07/17 18:11.

Psicologia em Goiás: Espaços, Práticas e Discursos sobre seu desenvolvimento e institucionalização

Linha de Pesquisa: Bases Históricas da Psicologia

Docente: Anderson de Brito Rodrigues

Ano de início: 2014

Descrição resumida:
O surgimento e desenvolvimento da Psicologia em Goiás apresenta elementos que indicam continuidade e descontinuidades no processo de sua constituição histórica e social. O presente projeto objetiva investigar a Psicologia como saber, ciência e profissão em Goiás. A pesquisa busca compreender o conhecimento psicológico e sua inserção em diversos espaços sociais, em suas práticas e discursos institucionais. O estudo tem como referência a historiografia e como principal ferramenta metodológica a análise documental.

 

ENTRASTE: Subjetividade, arte e clínica

Linha de Pesquisa: Bases Históricas da Psicologia

Docente: Cristóvão Giovani Burgarelli

Ano de início: 2012

Descrição resumida: Nossa proposta é perseguir a questão imposta pelo próprio trajeto de nossas pesquisas anteriores, desde 1994: pesquisar tanto a história da clínica clássica quanto o nascedouro da psicanálise para, numa articulação com nossos autores fundamentais, Freud e Lacan, dizer sobre o que é a clínica psicanalítica. Esse objetivo, no entanto, não nos impede de continuar a reunir projetos que, tomando a teoria psicanalítica como lugar teórico referencial, buscam discutir os desdobramentos possíveis tanto aos estudos linguísticos quanto aos fundamentos da psicologia e da educação. Além de Freud e Lacan, nossos autores fundamentais, que serão lidos com base num diálogo profícuo com pesquisadores importantes de outras instituições, como Unicamp, UFMG e USP, recorreremos, na medida em que nosso percurso solicitar, à filosofia, à psicologia e à educação, bem como à neurologia e à psiquiatria. Situaremos nossas questões em três eixos: o estudo da estruturação da subjetividade pela linguagem; a pesquisa em torno do conceito de inconsciente, para pensar, a posteriori, seus efeitos nos problemas advindos de outros campos, sobretudo da psicologia; e por fim a articulação profícua, desde que assinaladas suas diferenças e seus impasses entre arte, clínica e outros processos de subjetivação. Para tal, consideraremos tanto a pesquisa teórica quanto as situações clínicas em suas intricações próprias, buscando superar as abordagens dicotômicas. Em nossa história, começamos a pesquisar a articulação sujeito-linguagem e, para tal, recorremos à psicanálise, que nos ensinou a rever a Linguística, os estudos literários, a arte e os fundamentos da psicologia e da educação; agora, o nosso percurso e o nosso posicionamento psicanalítico diante desse entrecruzamento de abordagens exigem como dobradiça da primeira porta a clínica psicanalítica, que implica pesquisar também sobre a estrutura da clínica clássica e sua articulação com as práticas de cura, psicoterapia e tratamento. Esperamos consistentemente nos situarmos com relação a esse passo. Observação: O projeto conta com a colaboração de pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFG e o Programa de Pós-Graduação em Linguística da UNICAMP.

 

Psicologia de grupos, instituições e coletivos sociais: intervenções psicossociais

Linha de Pesquisa: Processos Psicossociais e Educacionais

Docente: Domenico Uhng Hur

Ano de início: 2015

Descrição resumida: A Psicologia é um campo de atuação que a cada dia amplia mais seu escopo de intervenção. Atualmente não se restringe mais aos consultórios clínicos, ou aos diferentes tipos de psicodiagnósticos e medição, mas atende grupos, instituições, variados coletivos sociais e comunidades. Nessa ampliação instaura novas modalidades de atendimento, objetivos e dispositivos de análise, que recebem o nome de intervenções psicossociais. No presente projeto buscamos analisar distintas intervenções psicossociais que fomentam o projeto de autonomia e transformação social. Portanto nosso objetivo é de analisar os discursos coletados em intervenções psicossociais com distintos coletivos sociais, para discutir suas demandas, a eficácia da intervenção no fomento da autonomia e os processos de subjetivação incitados. Utilizaremos como metodologia duas modalidades de investigação: 1- Entrevistas em grupo e; 2- Entrevistas individuais, seja por meio de questionários, ou entrevistas não diretivas. Tal projeto alia-se a recém-criação do serviço de Psicologia de Grupos instalado nas dependências da Faculdade de Educação, que recebe o nome GRITE – Grupos, Instituições e Trabalho Emancipatório, projeto de extensão universitária, que será um espaço privilegiado para a coleta e análise de dados.

 

Psicologia social e esquizoanálise: Crítica, política e intervenção social

Linha de Pesquisa: Bases Históricas da Psicologia

Docente: Domenico Uhng Hur

Ano de início: 2011

Descrição resumida: A partir do pressuposto de que a Psicologia Social é um campo marcado pela heterogeneidade e coexistência de uma série de correntes teóricas, o presente projeto visa investigar uma de suas perspectivas contemporâneas: a Psicologia Social referenciada pela Esquizoanálise. Nosso objetivo é pesquisar a influência do pensamento do filósofo Gilles Deleuze e do militante-psicanalista Félix Guattari, fundadores da Esquizoanálise, na Psicologia Social, seguindo quatro objetivos específicos: primeiro, investigar qual a concepção de crítica social presente; segundo, as visões acerca da política, micropolítica e poder desenvolvidas; terceiro, que dispositivos de intervenção são trabalhados tanto na prática social, política e clínica do psicólogo social e; quarto, realizar análises e reflexões acerca de fenômenos psicossociais, a partir dos conceitos desenvolvidos pela Psicologia Social referenciada pela Esquizoanálise. Para nossa pesquisa utilizaremos o método cartográfico e realizaremos ampla revisão bibliográfica na tentativa de sistematização dos conceitos, proposições e metodologias dessa nova perspectiva que se configura na Psicologia Social. Como resultados espera-se discriminar as concepções gerais de crítica social, política e intervenção que são desenvolvidas na Psicologia Social brasileira com enfoque esquizoanalítico.

 

Construção de um Inventário de Dilemas Éticos no Trabalho

Linha de Pesquisa: Processos Psicossociais e Educacionais

Docente: Emílio Peres Facas

Ano de início: 2014

Descrição resumida: O projeto visa apresentar uma proposta de construção de um instrumento quantitativo de avaliação de indicadores de dilemas éticos no trabalho. Para tal, parte da noção de sofrimento ético no trabalho apresentada pela teoria Psicodinâmica do Trabalho. O sofrimento ético é uma noção apresentada por Dejours como uma vivência gerada pelas demandas da organização do trabalho, que podem causar um dano ou prejuízo a outro e que podem provocar sofrimentos desnecessários, distúrbios morais, aflição ou desespero das vítimas. Cometidas em "nome do trabalho", tais demandas apresentam-se como recorrentes nas atuais organizações do trabalho - em especial naquelas baseadas no modelo gerencialista de gestão. Essas situações também são fonte de sofrimento para o próprio ator dos atos, ao provocar um conflito entre aquilo que o sujeito sabe que não deve aceitar fazer e aquilo que faz. Esse conflito está na origem do sofrimento ético e suscita por um lado a vergonha relativa ao ideal do ego do trabalhador; por outro, a culpabilidade relativamente aos outros, a quem não oferecemos proteção ou a quem infligimos uma injustiça em nome da racionalidade econômica. Para a consecução dos objetivos, será realizado inicialmente um levantamento de textos que trabalhem, tanto teorica quanto empiricamente, o tema "sofrimento ético no trabalho" a partir da teoria Psicodinâmica do Trabalho. Esse levantamento será realizado com livros, capítulos de livros e artigos publicados em periódicos científicos. Após levantamento, serão construídos os itens que irão compor o Inventário de Dilemas Éticos no Trabalho - IDET.

 

Ontologia do ser social e a história da psicologia: Buscando contribuições teórico-metodológicas do marxismo para a psicologia

Linha de Pesquisa: Bases Históricas da Psicologia

Docente: Fernando Lacerda Jr.

Ano de início: 2015

Descrição resumida: O presente projeto busca contribuir para as discussões sobre os fundamentos teórico-metodológicos da História da Psicologia pela pesquisa sobre as possíveis contribuições do Marxismo para o campo. A fundamentação teórica aborda as diversas concepções de história presentes na História da Psicologia, problematiza a existência de diversos Marxismos, destaca algumas das possíveis relações entre Marxismo e Psicologia e, por fim, apresenta algumas ideias sobre como a obra específica de Lukács sobre a ontologia do ser social pode oferecer indicações importantes para as pesquisas em História da Psicologia.  O projeto de pesquisa, um estudo teórico e histórico, será realizado por meio de duas investigações. Primeiro, por meio de um estudo bibliográfico geral em distintas bases de dados e por um estudo realizado em quatro periódicos específicos ligados ao campo da História da Psicologia, buscará analisar o processo de apropriação de teorias e categorias marxistas pela História da Psicologia. Por meio deste estudo espera-se identificar que concepções marxistas foram usadas por historiadores da Psicologia, o tipo de pesquisa histórica que foi realizada a partir do Marxismo e identificar se houve apropriação de ideias de Lukács no campo da história da Psicologia. Um segundo estudo, mais focado sobre os estudos lukacsianos sobre a ontologia do ser social, buscará, a partir da análise da obra de Lukács, sistematizar um conjunto de proposições teórico-metodológicas que podem fundamentar pesquisas em História da Psicologia. Espera-se que a presente investigação contribua para: aprofundar os estudos sobre a â??história da História da Psicologiaâ? desvelando como historiadores da Psicologia se relacionaram com o referencial marxista; sistematizar proposições e indicações de caráter metodológico que servirão para futuras pesquisas na História da Psicologia; avaliar criticamente pesquisas realizadas na História da Psicologia; e contribuir para a sistematização e compreensão de concepções marginais na História da Psicologia. Apoio: CNPq.

 

Os desafios postos à psicologia crítica brasileira pelo encerramento do ciclo democrático-popular

Linha de Pesquisa: Bases Históricas da Psicologia

Docente: Filipe Milagres Boechat (colaborador / PNPD)

Ano de início: 2015

Descrição resumida: A psicologia crítica feita no Brasil não nasce num vácuo ideopolítico. Antes, ela é legatária, direta ou indiretamente, das estratégias formuladas pelos pensadores e dirigentes políticos comprometidos com a crítica e a transformação da sociedade brasileira. A “abertura política” do fim do período autocrático e a constituição da democracia burguesa no Brasil conduziu ao surgimento, no final da década de 1970 e início da década de 1980, de uma psicologia contra-hegemônica, antielitista e declaradamente comprometida com a realidade das classes subalternas. Com o passar dos anos, porém, assistimos ao abrandamento de sua potência revolucionária e ao amoldamento mais ou menos explícito à ordem do capital, expresso pela exigência algo abstrata da manutenção de um compromisso “social” que, ao fim e ao cabo, deixava em segundo plano a existência de diferenciações no seio da realidade social (as classes sociais, bem entendido, com interesses próprios e antagônicos). No momento em que vemos consolidar-se no Brasil uma democracia de cooptação organicamente articulada com a situação de dependência do capitalismo brasileiro; em que as jornadas de junho 2013 e as greves do início do ano corrente sugerem o rompimento da bolha ideológica produzida por um governo de coalizão que durante os anos em que se assenhorou do Executivo apostou na possibilidade de um pacto social que beneficiaria a trabalhadores e patrões; em que, enfim, acirram-se contradições entre capital e trabalho e começamos a rever a entrada em cena a classe trabalhadora, o desafio que se coloca para a psicologia crítica é, parece-nos, o de repensar suas categorias analíticas, esclarecer os princípios de seu método e, consequentemente, avaliar as implicações prático-políticos do conjunto de suas análises. Esse é precisamente o sentido de nosso projeto de pesquisa: contribuir para a construção de uma psicologia crítica brasileira contemporânea aos desafios colocados pela atual conjuntura da realidade nacional com o rigor teórico-metodológico sem o qual não existe prática coerente e efetivamente revolucionária.

  

O campo conceitual da síntese psíquica: análise teórica e gênese histórica na Psicologia histórico-cultural

Linha de Pesquisa: Bases Históricas da Psicologia

Docente: Gisele Toassa

Ano de início: 2013

Descrição resumida: Este projeto, compreendido entre 2013 e 2016, justifica-se em função da abrangência da difusão de L.S. Vigotski e A.N. Leontiev no Brasil, permeada por um descompasso da pesquisa nacional em relação à produção internacional contemporânea em história da psicologia/ciência soviética. Tem como objetivo analisar o campo conceitual compreendido pela idéia de síntese psíquica (consciência, personalidade, pessoa, reflexo etc.) em obras basilares de L.S. Vigotski e A.N. Leontiev, em relação com o contexto cultural e político em que se desenvolveu a ciência  soviética entre os anos 1930 e 1970, análise crítica da semântica dos conceitos, de seu contexto histórico de elaboração e a posição epistemológica que ocupam nas fundamentais obras dos autores; analisar as fontes teóricas (filosóficas, artísticas, científicas e lingüísticas) dos referidos conceitos. Como base conceitual, empregaremos a psicologia histórico-cultural. Método: de caráter histórico e bibliográfico, empregará leitura, fichamento e (se aplicável) mapas conceituais. Envolverá textos acerca da história política e cultural da Rússia tsarista e da União Soviética; estudo crítico (e biográfico) dos textos de autores da psicologia histórico-cultural, buscando identificar os termos compreendidos no campo conceitual da “síntese psíquica”, de modo a apreender seu sentido no original consultado e na tradução; estudo das referências utilizadas pelos autores, com a análise de textos e autores mencionados por eles. Os resultados esperados são a produção de, pelo menos, cinco artigos em periódicos, além de outros produtos, como resumos e trabalhos completos em anais de eventos.

 

A atenção clínica/psicossocial ao usuário de drogas ilícitas e de álcool

Linha de Pesquisa: Processos Psicossociais e Educacionais

Docentes: Maria do Rosário Silva Resende (coordenadora) e Susie Amâncio Gonçalves de Roure

Ano de início: 2013

Descrição resumida: O presente projeto busca investigar as políticas sociais, assim como as diversas modalidades de atenção clínica e psicossocial aos usuários de álcool e drogas ilícitas e sua rede de apoio imediata. Desta forma, o projeto tematiza as experiências pioneiras proporcionadas pela Reforma Psiquiátrica no Brasil, a transformação do tema das drogas em uma questão de segurança pública, a emergência das discussões sobre a redução de danos na política nacional sobre drogas e, finalmente, as ações e políticas relacionadas com a implementação de uma rede de assistência e apoio para os usuários de álcool e outras drogas. É a partir dessa discussão que o projeto toma como objeto de estudo a atenção clínica e psicossocial aos usuários de álcool e drogas ilícitas e a sua articulação com a matriz político-gerencial e organizacional. Neste sentido, o objetivo geral do projeto é o de promover a articulação entre a teoria e prática no âmbito da Saúde Mental por meio do diálogo entre diferentes saberes – inter e multidisciplinares – visando o desenvolvimento de propostas de implementação e tecnologias sociais de saúde dirigida à atenção clínica e psicossocial ao usuário de drogas ilícitas e álcool e contribuir para o fortalecimento das políticas públicas de saúde. Especificamente, o projeto busca: (1) aprofundar os estudos sobre o enfrentamento de problemas ligados aos usuários de drogas ilícitas e álcool, assim como sua relação com familiares, comunidade e profissionais de saúde mental; (2) estabelecer o estado da arte sobre políticas públicas ligadas às drogas ilícitas e álcool; (3) identificar e analisar criticamente as ações de enfrentamento às drogas existentes no estado de Goiás; (4) desenvolver instrumentos e técnicas de pesquisas que possibilitem a coleta de dados em atividades individuais e grupais; (5) realizar e avaliar atividades de atenção clínica e psicossocial voltadas aos usuários de drogas e suas redes de apoio psicossocial; (6) refletir com profissionais de saúde sobre a atenção aos usuários de drogas ilícitas e álcool; (7) divulgar os resultados da pesquisa e, posteriormente, avaliar o impacto dessa atividade sobre o interesse de profissionais de saúde mental pela atenção clínica; (8) produzir e publicar reflexões teóricas a partir dos resultados das atividades do projeto

 

Nas teias de Aracne: Violência, linguagem e imaginário na educação escolar

Linha de Pesquisa: Processos Psicossociais e Educacionais

Docente: Sheila Daniela Medeiros dos Santos

Ano de início: 2012

 Descrição resumida: A presente pesquisa objetiva analisar a relação entre violência, linguagem e imaginário e seu impacto na educação escolar, mediante: a caracterização dos aspectos semânticos e conceituais dos termos violência, linguagem e imaginário; a busca de uma unidade de análise, nas obras do bielorrusso Lev Semionovich Vigotski, para descobrir e compreender a dinâmica da relação violência, linguagem e imaginário; e a explicação do impacto da relação violência, linguagem, imaginário na educação escolar. Para a consecução desses objetivos, porém sem a pretensão de esgotar a discussão acerca do fenômeno da violência, essa pesquisa, de cunho marcadamente teórico, ancorada na perspectiva histórico-cultural em Psicologia, parte do pressuposto de que a violência deixa marcas na linguagem (SANTOS, 2002), forjando um quadro inteiramente diferente das relações humanas. Desse modo, coerente com o referencial teórico que orienta a referida pesquisa, propõe-se a (re)leitura analítica das obras de Vigotski, fundamentadas na matriz marxista, bem como dos estudos mais significativos, na literatura nacional e internacional, a respeito da temática em pauta. Por conseguinte, pode-se dizer que é na relação materialista histórica e dialética entre homem  natureza, na qual se inscreve a relação recíproca entre natureza  cultura, que irá se situar o lugar do debate que os termos violência, linguagem e imaginário levantam nesse trabalho. Nesse contexto, entende-se que as proposições de Vigotski e suas implicações e contribuições à Psicologia e à Educação atuais, num momento de crise estrutural do capitalismo, apontam fundamentalmente para dois aspectos: o primeiro deles refere-se à possibilidade de compreender as raízes e a materialização da violência; e o segundo aspecto refere-se à defesa da educação escolar como instrumento de apropriação das dimensões: epistemológica, ética, política e cultural, necessárias a construção de um projeto de classe voltado ao “trabalho como princípio educativo” (GRAMSCI, 1985), aos processos de inclusão e à justiça social.

 

Educação e Autoridade: impasses da formação humana na família e na escola contemporâneas

Linha de Pesquisa: Processos Psicossociais e Educacionais

Docente: Susie Amâncio Gonçalves de Roure

Ano de início: 2014

 Descrição resumida: O presente projeto dá prosseguimento à pesquisa “Autoridade e Família: perspectivas da (con)formação do sujeito na sociedade contemporânea”, constituindo uma investigação teórica e bibliográfica que visa discutir os sentidos das relações educativas entre pais e filhos e professores e alunos tecidos nas produções científicas nacionais voltadas para as áreas de Educação e Psicologia, a partir dos anos 2000. Toma a categoria conceitual da autoridade como emblemática do desafio que se apresenta sobre a forma da crise da educação, ou melhor dizendo, do eclipse do papel do educador, seja ele pai ou professor, na formação das novas gerações e nas (im)possibilidades de intervenção e de transformação das relações em sociedade. O projeto deve ser desenvolvido em torno de dois eixos temáticos (1. Autoridade e família; 2. Autoridade, disciplina escolar e educação), os quais permitirão a integração de subprojetos de discentes dos cursos de graduação e de pós-graduação da FE/UFG. Tais eixos devem orientar o levantamento bibliográfico e a categorização da produção científica nacional, no período a partir do ano de 2000, disponível nas bases de dados Edu-Base, BVS-PSI, Scielo e Portal de periódicos CAPES, por meio de critérios de análise determinados pelo referencial teórico-metodológico da pesquisa. Sobretudo, tendo por base o diálogo entre a Psicanálise e a Teoria Crítica da Sociedade, o estudo teórico e bibliográfico busca aprofundar e fundamentar a reflexão acerca das categorias conceituais levantadas em estudo anterior, a saber: formatos de família, função paterna, função materna, identificação, repressão, limites, disciplina-indisciplina, autoritarismo, liberdade e autonomia. A articulação de tais categorias com aquelas a serem levantadas a partir da análise de conteúdo de artigos científicos referentes à temática em questão deve permitir dimensionar o papel da família e da escola nos processos de socialização do indivíduo contemporâneo, mantendo em perspectiva as possibilidades, contradições e tensões de uma formação humana comprometida com a autonomia do indivíduo e com a emancipação da sociedade. A tese que norteia tais estudos é de que a crise de autoridade em instâncias primárias e secundárias da socialização indivíduo é solidária dos processos cada vez mais subjetivistas de expropriação da vida humana, de dominação e de barbárie que caracterizam as relações na sociedade capitalista contemporânea.

 

Violência, Gênero e Família: implicações na Psicologia e Sociedade

Linha de Pesquisa: Processos Psicossociais e Educacionais

Docente: Tatiana Machiavelli Carmo Souza

Ano de início: 2014

Descrição resumida: Descrição resumida: O projeto busca investigar as relações entre violência, gênero e família e a interface desses aspectos com a atuação do Psicólogo Social e os determinantes sociais, culturais e históricos desse fenômeno, no contexto do sudoeste goiano, partindo do suporte da psicologia sócio-histórica. Para tanto, congrega 4 subprojetos de pesquisa a serem desenvolvidos durante o período de 2014-2016, denominados: a) Violência, Gênero e Família: investigação bibliográfica, b) Violência e Gênero: investigação documental, c) Violência: Mulheres e Famílias e d) Violência, Gênero e Família: Atuação do Psicólogo. Enquanto projeto integrado, fará uso de múltiplos métodos de pesquisa que se adequarão a cada subprojeto a ser desenvolvido, com destaque à pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Poderão ser utilizadas abordagens quanti-qualitativas, com prevalência da leitura, compreensão e interpretação qualitativa das informações obtidas. Espera-se contribuir com o conhecimento tecido, em especial, com a problematização e desenvolvimento de posteriores intervenções profissionais que fortaleçam o trabalho do psicólogo social junto a mulheres em contextos de violência.

 

Psicologia e Processos de Normatização/Normalização na Saúde

Linha de Pesquisa: Bases Históricas da Psicologia

Docente: Tiago Cassoli

Ano de início: 2014

Descrição resumida: A partir da relação entre os saberes da filosofia, da psicologia, da medicina e da psiquiatria e as práticas de cuidado na saúde este trabalho de pesquisa tem como principal objetivo pensar a constituição do sujeito normal e feliz hoje. Temos como objeto de análise os saberes que objetivam, por exemplo, o riso, como um gesto que expressa felicidade. Por que ela torna-se expressão do sujeito saudável? Como os saberes médicos e psicológicos tecem alianças com as práticas de cuidado que objetivam a felicidade? Nossa tese de partida é a felicidade como alvo da Biopolítica  que produz condutas que devem ser evidenciadas, mostradas e divulgadas. Assim, temos como perspectiva de análise o pensamento de Michel Foucault e, para tanto, propomos realizar alguns recortes históricos que relacionam ética, saúde, riso e felicidade.

 

Discursos e identidades: a velhice e seus modos de resistência

Linha de pesquisa: Processos psicossociais e educacionais

Docente: Priscilla Melo Ribeiro de Lima

Ano de início: 2016

Descrição resumida: Dialeticamente, os discursos constroem as relações de poder e são construídos por elas. Das formas mais diversas, as instituições e os grupos hegemônicos se valem de variadas formas e práticas discursivas para exercer poder e extrair daí benefícios sociais e econômicos. Considera-se uso abusivo do poder as práticas sociais e discursivas que submetem sujeitos ou grupos sociais a situação de dominação e exploração. Em termos identitários, o abuso do poder se manifesta no discurso quando identidades, especialmente de sujeitos e grupos dominados, são construídas e representadas de modo desfavorável. Às identidades de sujeitos e grupos que diferenciam do padrão social hegemônico são associadas representações de inferioridade, feiura, estranheza, aberração, anormalidade etc. Os discursos de resistência se caracterizam por apresentar novos modos de construção e representação das identidades e relações sociais, abertamente dissidentes ao padrão hegemônico. Enquanto prática discursiva, resistir é desafiar padrões identitários hegemônicos e criar novas formas de existência. A velhice foge ao padrão estereotipado de consumo e ritmo acelerado presente nos modos de subjetivação contemporâneos, pois possui características, ritmos e beleza próprios. O velho, ao escapar e não conseguir se enquadrar a essa padronização, vê sua condição de sujeito desejante ser, muitas vezes, colocada em xeque. Nosso objetivo é (1) Discutir como os discursos de resistência são construídos nas narrativas de idosos; (2) Identificar e analisar quais fatores biográficos podem contribuir para a resistência aos discursos hegemônicos de velhice dócil e assexuada, e improdutiva e decrépita; (3) Investigar como os discursos hegemônicos de velhice se fazem presentes no discurso do idoso; (4) Analisar como os idosos vivenciam a própria velhice; (5) Investigar como discursos de resistência podem ser construídos a partir da vivência das oficinas de revisão de vida.

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